Low carb – High fat para bariátricos

Gente, hoje eu quero falar de um assunto polêmico.

Mais do que falar, eu quero discutir. Quero discutir. Porque eu ainda não tenho uma opinião 100% fechada sobre o assunto.

As dietas de baixo consumo de carboidrato vieram pra ficar. Já existe muito publicado sobre os benefícios da diminuição do consumo de carboidratos, especialmente dos refinados. Tudo bem. Mas daí que a gente não pode não comer. Se uma coisa sai, outra tem que entrar. Então essas dietas ( vou tomar a dieta paleolítica como exemplo daqui pra frente. Porque ela é mais naturalista e se aproxima mais do que eu acredito em termos de filosofia nutricional ) sugerem também um alto consumo de gorduras.

EITA! Pera. Aí que a gente fica confusa. Ouvimos a vida inteira que gordura faz mal e engorda. Como pode ser bom comer muita gordura? Existem infinitos artigos científicos provando que a gordura saturada é benéfica ao corpo e não está relacionada com doenças cardiovasculares e colesterol. Mas veja bem. Aqui eu to falando de gordura saturada. Aquela que vem de ovos, manteiga, carne, óleo de coco…  Não to falando daquela gordura trans que vem em margarina e produtos industrializados. Nem daqueles óleos vegetais de soja, milho, canola, etc.

MAAAS…. Ainda que isso seja bom para pessoas em geral, como isso se aplica a um paciente gastroplastizado?

É isso aí que eu to tentando descobrir, gatos. É aí que eu quero a opinião de vocês. Alguém já tentou? Que tipo de resultados teve? Passou mal de alguma forma?

Eu tenho me aprofundado nesses assuntos e aos poucos introduzindo as coisas na minha vida. Tenho aproximado a minha dieta de uma dieta paleolítica. Já cortei farinha de trigo e industrializados, reduzi lactose, reduzi carboidratos, aumentei o consumo de verduras e legumes… Mas na hora de acrescentar gordura eu ainda tenho medo. Medo de dumping mesmo e medo de não dar certo e comprometer o meu emagrecimento. Essas neuras de quem ouviu que gordura é ruim a vida inteira.

Nos últimos dias eu tenho introduzido alguma gordura na minha dieta. Tenho comido bacon, nozes variadas, colocado manteiga no preparo de carnes… etc. Ainda em pequenas quantidades, com cautela. Mas, surpreendentemente,  não só não passei mal uma só vez como nos dias em que comi mais gordura eu perdi mais peso. Ainda é pouco para tirar conclusões. Não fiz de forma metódica nem nada. Então ainda não posso afirmar com certeza. Mas queria abrir essa discussão. O que vocês acham?

A diferença que um quilo faz

Quando a gente vai chegando no final do processo de emagrecimento, nos últimos quilos (olha eu me achando. Não que só me faltem 2 ou 3kg, mas eu já perdi mais de 60% do peso que eu me propus a perder), mesmo a gente emagrecendo devagar cada quilo faz muita diferença.

Vou explicar melhor, na primeira semana eu perdi 5kg. Uma quantia imensa. Mas quase não fez diferença no meu corpo. Olhava no espelho e nada. Hoje em dia eu emagreço 2kg e as roupas ficam folgadas, eu vejo algo novo no meu corpo…

Eu to fazendo sentido, gente?  Haahahahhahah To me achando meio confusa.

Mas é incrível isso. Nos primeiros 15kg eu me senti só desinchando. Agora eu me sinto emagrecendo. A cada quilo a cintura aparece mais, o corpo fica mais delineado… Aparece um músculo, um osso que eu não via antes…

A quantidade pode ser pouca, mas a diferença é grande.

 

6 meses

Ontem eu completei 6 meses de operada. Como sempre, vamos ao resuminho do mês.

 

– Emagreci 2,2kg. Pouco. Esperava pelo menos 1kg a mais. Mas tudo bem. Estou tranquila.

– Na academia esse mês foi enrolado. Faltei muito. Um dia a gente tem que estudar, no outro está chovendo muito… Mas tento não me cobrar demais. Afinal de contas é pra vida toda. Mais do que fazer perfeito, o importante é continuar.

– Como 100g… 120g a depender do tipo de comida. Se for mais leve cabe um pouco mais. Mesma dieta. Eventualmente como tudo. No dia a dia nada de glúten, lactose ou industrializados. Sempre priorizando carnes, ovos e verduras.

– Meu cabelo parou de cair. Voltou a quantidade de queda normal. Como meu cabelo é bem cheio, não deu pra ver diferença. Eu sabia que caia porque via no banho e pela casa.

– Passei mal pela primeira vez. Fiz um ovo frito no azeite e acho que foi gordura demais. Fiquei enjoada e depois me sentindo mole por umas 2 horas. Mas não foi nada demais. Muito mais tranquilo do que eu imaginei.

– Eu já sinto fome. Mas é bem menos do que antes. Assim… uns 25% da fome que eu tinha antes. Me lembra de comer, mas não me angustia. Assim que como o meu pouquinho já passa.

– Esse mês eu desencanei bastante do peso. Fico sim preocupada com a diminuição do ritmo de emagrecimento. As vezes algo dentro de mim me fala que eu não vou passar do peso que eu to. Que não vou emagrecer mais. Ainda me parece irreal chegar na casa dos setenta quilos. Porém, to em paz com isso. To feliz com o corpo que eu estou. Tem o que melhorar, ainda tenho gordura pra perder, mas to feliz. To satisfeita.

 

Auto estima e números

 

Eu escrevi esse post inteiro e deu erro no envio. Aqui vou eu escrever ele todo mais uma vez. Não sei se vai ficar melhor que o primeiro.

Eu finalmente cheguei em um ponto onde eu me sinto bem com o meu corpo. Isso fez com a minha atitude em relação ao emagrecimento fosse mudando. No início eu gostava muito de me pesar, números, de gráficos… Agora eu esqueço de me pesar, esqueço de anotar o peso… Porque eu não preciso mais disso. Apesar dos números estarem mudando cada vez mais devagar eu me sinto cada vez melhor. Já não preciso que um número me diga que eu estou bonita. Eu sei disso.

E vamo combinar que um número não faz muito sentido, né? E daí que o meu peso dividido pelo quadrado da minha altura diz que eu sou gorda? O meu espelho diz que eu to linda, o músculo do meu braço diz que eu to saudável e o meu paquera diz que eu to gostosa. E a vida é isso. A vida não é pesar o prato de comida todo almoço nem passar as semanas observando os números mudarem em um visor de balança. A vida é se sentir bonita com o vestido novo ou sem ele. Ir pra praia. Descobrir novos sabores na cozinha. Partilhar tudo isso com pessoas queridas…

Não to cuspindo no prato que comi. Muito obrigada, números. Vocês me ajudaram a perceber que eu estava evoluindo e que tudo ia dar certo. Me ajudaram a diminuir a ansiedade e a me sentir no controle da situação. Foram a minha muleta emocional. Mas agora eu não preciso mais disso. Já posso caminhar sozinha.

Não sei se vou chegar aos 65kg. Mas isso não me importa mais. Sei que não estarei menos bonita com 68kg ou 70kg. Também não me importa se eu vou alcançar isso agora, com 1 ou com 2 anos de cirurgia. Enquanto isso eu vou lá viver.

 

 

O que tem nas bebidas industrializadas

 

É por essas e outras que eu não bebo nada industrializado. Bebo água e tá de bom tamanho. Se tiver passeando, um suco de fruta sem açúcar ou uma água de coco natural, no coco mesmo.

 

Inclusive, me choca quando eu vejo as pessoas dando isso pra crianças. Mas tudo é conhecimento, né? As vezes a gente não sabe o que tá fazendo. Eu sou uma pessoa informada e preocupada com a minha saúde. Na minha casa isso não entra.

O que mais me deixa louca é que essas coisas nem são assim tão gostosas. Uma água de coco dá de 10 a 0 em qualquer suquinho desses. Um suco da laranja espremido na hora, um suco de abacaxi com hortelã… Dá pra congelar as frutas pra durar mais tempo. Milhões de opções.