9 meses

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Então… mais um mês se passou. Hoje eu completo 9 meses de cirurgia. durante esse mês eu:

– Refiz meu plano de emagrecimento com metas realistas para até 2 anos de pós-cirúrgico. Depois eu coloco aqui.

– Estou quase completando 30kg perdidos. Falta só meio quilo.

– Entrei na Zara e vesti uma calça 40 lá. Assim, fácil. Peguei na arara e vesti. 

– Dei uma enrolada na academia esse mês. Foi o fim do semestre, daí férias… Já viu. 

– A perda de peso vai ficando bem devagar. Mas continuo perdendo medidas. Vai chegando o momento em que cada quilo faz bastante diferença.

– Esse mês eu perdi 1,3kg 

– Sem grandes novidades na alimentação. As vezes meu peso dá uma estabilizada e eu tento diminuir nos carboidratos. Só.

Sobre senso de merecimento

( To ficando muito reflexiva aqui, né? Fica parecendo que eu to mudando o foco do blog. Mas é que chega um ponto do emagrecimento que é muito mais um desafio emocional que físico. Eu to nessa fase. Então me aceitem.) 

 

Hoje a reflexão foi sobre senso de merecimento. Eu lembro de uma sessão de grupo na clínica em que eu fiz um tratamento pra emagrecer uns anos atrás que a psicologa tocou em um ponto muito importante. Tinha uma menina que estava muito próxima da meta mas estava deslizando nessa reta final. A psicologa comentou como ela nunca deslizava nos estudos (Ela estava no último ano do colégio. Estudando pro vestibular). A diferença é que a vaga na faculdade ela agia como se já fosse dela. Só precisava ir pegar. Mas ela não conseguia se ver magra. 

Isso acontece muito com pessoas que desistem no meio do processo. Seja ele de emagrecimento ou qualquer outro. Geralmente existem dois sentimentos envolvidos. O primeiro é o de “eu não mereço”. Está relacionado com baixa auto-estima. Ser magro e bonito é para as pessoas que tem determinação, que são decididas, que etc, etc, etc, não pra mim. O segundo é o de conforto. Isso mesmo, de conforto. Durante a vida a gente vai se acostumando a exercer certos papeis. Alguns por terem sofrido muito na vida acostumam a se ver como a vítima, ou como uma pessoa que sofre. A gente se prende nesses papeis. Porque é o que a gente sabe exercer. É o que a gente tá acostumada. É confortável estar ali. Sair disso, ainda que seja para o papel de uma pessoa feliz ou de uma pessoa bonita, traz um transtorno de reaprender a agir. É um desafio. Quantas vezes a gente não opta pelo conhecido em detrimento do que pode ser melhor?

Conheço pessoas que passam a vida rejeitando toda e qualquer possibilidade de felicidade porque estão viciadas em sofrer. Sofrer é a única coisa que elas sabem fazer. É o único papel que sabem exercer.

Eu sempre fui uma pessoa feliz. Não tenho dificuldade em abraçar as minhas oportunidades de felicidade. Mas eu não consigo me ver como uma pessoa magra. Nunca me vi. O papel da gordinha me é confortável. Sempre penso: ” Vou emagrecer um pouco. Mas vou continuar gordinha. Tudo bem ser gordinha. “. Realmente. Não tem problema em ser gordinha. Mas se eu tenho essa oportunidade de não ser. Porque não aproveitar? Preciso colocar na cabeça que vou seguir devagar, no meu passo, dentro do que me é possível e saudável, mas vou chegar lá. 

Compulsão e mudança de hábitos

Muita gente usa comida como recompensa e conforto. Por muita gente eu quero dizer gente gorda e gente magra também.  A maior parte das pessoas se volta pra comida quando está estressada, cansada, triste… Eu não sou diferente delas. Quando eu volto pra casa de um dia ruim, tudo que eu quero é passar numa padaria e comprar um pãozinho recheado, um chocolate…

O meu dia ontem foi terrível. Acordei às 4:30h com o barulho de um assaltante invadindo o condomínio e quebrando o meu carro. Passei o dia resolvendo esses problemas e de noite ainda tive que ir resolver problemas na faculdade. Era o único dia, não tinha opção. 

Voltei pra casa em um ônibus lotado, já pensando em passar no mercadinho no caminho pra casa. Eu fui no mercadinho. Mas não comprei nada que não estivesse realmente precisando em casa nem nada que não se adequasse a minha dieta. Porque não tive vontade. Eu pensei: “Será que eu levo um doce de leite?” Mas no segundo seguinte eu percebi que isso não ia ajudar em nada. Não ia me deixar mais feliz, não ia resolver meus problemas, não seria nem um conforto. Lembrei de um amigo. Falar com ele ia me deixar mais feliz, ia me confortar e ia resolver um dos meus problemas. Fui pra casa e liguei pra ele. Foi a melhor coisa que eu fiz.

Percebi que aos poucos eu estou conseguindo redirecionar o meu senso de recompensa e conforto para coisas que de fato possam me ajudar. É só o começo, mas é um grande passo. 

Dica de comidinha – Pasta de amendoim

 

 

 

pro blog

 

Minha ultima mania na dieta agora é pasta de amendoim. 

Pasta de amendoim é super nutritivo. Tem proteína, gorduras boas e vitaminas. Além de ser dar um tchan em lanchinhos sem graça. 

Mas tem que ficar de olho. Tem uns cremes de amendoim e manteiga de amendoim que tem um monte de coisa adicionada. Açúcar, óleos… As saudáveis são as que tem como ingrediente só amendoim amassado. Essas 3 aí de cima eu já li o rótulo e sei que são assim.

Pra mim desce super bem. Acho que pelo fato de não ter açúcar. Como eu não como pão, costumo colocar uma colherzinha de chá em cima de alguma fruta ou misturada com leite em pó quando eu to com vontade de comer um doce e quero me enrolar. Hoje mesmo, meu café da manhã foi banana cortadinha com uma colher de chá de pasta de amendoim. 

Perceberam que eu falei sempre “UMA colherzinha”? A pasta de amendoim é super saudável, mas também é bastante calórica. Um pouco até ajuda na perda de peso, porque ela sacia e diminui a vontade de doces. É ótima nas refeições pré-treino. Só não pode exagerar. Assim como tudo nessa vida, né gatas? 

Sobre o medo

Acordei com um poema de Drummond na cabeça.

 Congresso internacional do medo

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

Fiquei refletindo sobre o medo. É ele que paralisa a gente. A gente se deixa paralisar pelo medo e pela mágoa. “Me magoei”, “Foi difícil”, “Se eu não conseguir?”, “Se eu falhar de novo?”, “Se conseguir e ainda assim não ficar satisfeita?”, “Agora não”, “Depois”, “Quando eu estiver pronto”, “Se me pedissem desculpas”, “Se ele tomasse a atitude”, “Se eu tivesse dinheiro”…  Assim a gente vai construindo uma muralha com os erros dos outros, nossas mágoas e as adversidades da vida. Mas essa muralha que deveria nos proteger da vida também nos afasta dela. Assim a gente vai abdicando de viver. Ter medo é ser humano. Mas se deixar paralisar por isso é opção.

Eu não quero mais. Ando preferindo cair do que não sair do meu lugar.

Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer

Ai de quem não rasga o coração
Esse não vai ter perdão

And if I fly, or if I fall
Least I can say I gave it all
And if I fly, or if I fall
I’m on my way, I’m on my way